março 15, 2016

À passos lentos na história de Alagoas no Engenho Genipapo e Faz Lavragem, Japaratinga

 “Informação é diferente de conhecimento.
 O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa.
 Não são todos que conhecem.” Dr. Içami Tiba



Riqueza é poder trilhar vestígios de Mata Atlântica, conhecer uma casa de farinha tradicional entendendo a cultura do cultivo da mandioca e da fabricação rústica da farinha e vivenciar nossa história visitando um casarão do antigo Engenho Genipapo (1804) de tração d’água no litoral norte de Alagoas, em Japaratinga. Saborear a culinária regional do anfitrião, a Fazenda Lavragem fecha o percurso com brilhantismo. 


































































































Riqueza é poder trilhar vestígios de Mata Atlântica, conhecer uma casa de farinha tradicional entendendo a cultura do cultivo da mandioca e da fabricação rústica da farinha e vivenciar nossa história visitando um casarão o antigo Engenho Genipapo (1804) de tração d’água no litoral norte de Alagoas, em Japaratinga. Saborear a culinária regional do anfitrião, a Fazenda Lavragem fecha o percurso com brilhantismo.
O engenho Genipapo não tem fácil acesso, encravado numa região de plantação de cana-de-açúcar e algum gado entre estradas de barro, vê-se ainda alguma agricultura de subsistência como a mandioca e a banana e nas fazendas algum gado de corte. Percebe-se, indiscutivelmente, que a região é rica em solo e já muito frondosa. Algumas moitas de Mata Atlântica complementam o cenário. Foi nela, ainda jovem, que usufruímos a trilha sombreada. Sempre muito linda as espécies que percebemos reflorescem aos cuidados da natureza e zelo dos proprietários da Fazenda Lavragem, Emanoel e Ana Estelita.
Aliás, primos de primeiros graus dos atuais proprietários do antigo Engenho Genipapo que consta dos livros de história de Alagoas, como uns dos mais antigos do nosso litoral norte ainda existente. A família adquiriu as terras com o casarão do português Correia Leal que deu início à construção do casarão (hoje sem acesso ao seu interior). Alí cinco gerações da família se mantiveram até 1970.
Incrível imaginar-se em períodos de 1637, quando o engenho foi invadido por tropas de milícias holandesas comandadas por Cristivam Arcizewski.
Depois foi palco da Guerra dos Cabanos (Cabanada) a insurreição armada que durou dezoito anos entre 1832 e 1850 e uniu índios, negros quilombolas e nativos regionais contra a presença portuguesa. Até mais recentemente a faixada do casarão documentava nas paredes buracos das balas de canhão. Não por falta de abordagem e sim por falta de reais incentivos, seus proprietários são resistentes as políticas públicas do tombamento do patrimônio histórico (às vezes com razão para isso) e não permitem o tombamento histórico cultural do casarão, nem enxergam nele um tesouro moderno para se explorar.









Isso só porque vivenciamos a vida e a história "mariolando" em terras das Alagoas...
Vambora que sempre haverá bons momentos!
(Em memória ao falecimento do irmão de uma das nossas mariolas.)